Não é a primeira, mas também não será a última, noite que passo em claro. E é impossível que, no silêncio e na escuridão dos nossos quartos não demos por nós mesmos a pensar nas nossas vidas. Perdemos a conta às voltas que damos na cama e o cérebro anda a mil. Eu admito, acontece-me isto e não consigo evitar, ainda mais quando estou distante.
Avalio tudo o que já fiz, bem ou mal. Principalmente o mau, não sei porquê mas deve de ser a consciência pesada. Julgo-me a mim mesmo, ofendo-me, choro, sorrio e penso no que posso fazer de melhor numa próxima próxima vez. Penso nas várias soluções para remediar a merda que fiz mas... o que está feito está feito. Não há volta a dar.
E qual é a relação entre isto e a música que partilho em baixo? Como grande cliché que é, eu identifico-me e dei por mim a ouvi-la (o que me deu um incentivo a falar). Sei que nunca irei mudar quem sou eu, defeitos e feitio, e é isso a que tenho que tenho que me agarrar, à minha 'essência'. É isso que nos torna únicos. Temos sempre algo bom para compensar o mau. Temos uma gargalhada para compensar as lágrimas derramadas um dia. Cometemos erros, mas há sempre uma boa acção para "colmatar" esse mesmo erro (sim, eu sei que não podemos redimir nada mas ao menos tentamos).
Não tenho grandes arrependimentos, tenho uma família que adoro, uns amigos bestiais e, no fundo sinto-me realizado. E, só tenho de agradecer a quem está comigo. Quem atura a minha teimosia, o meu mau feitio que sabem que acima de tudo eu terei um sorriso ou uma palavra amiga para levantar a moral. A essas pessoas um muito obrigado.
E é assim, as insónias dão-me para pensar no tudo e no nada. Tentei exprimir-me e ser conciso (missão completamente falhada, eu sei) mas, a ver se "jogando cá p'ra fora" um desabafo consiga dormir melhor.
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