domingo, 28 de agosto de 2011

Perdidos e achados

Olá, olá miguxos! Até ao domingo tenho de vir aqui meter qualquer coisinha, nem que seja uma desgraçazinha. (Porque isso sim há sempre uma mão cheia delas).

Então na Sexta-feira passada, aqui o Daniel teve a visita de duas amigas para ver uns filmezitos lá por casa e depois à noite uma ida à Feira. Tudo correu pelo bem, até o jantar que fui eu a fazer uma lasanha que, aqui entre nós e sem querer me gabar, estava mesmo boa! 
Prontos para ir para a feira, e como gosto de andar com pouca coisa nas mãos e muito menos nos bolsos, toca de enfiar tudo na carteirinh,a que uso para por os trocos e andar com as chaves de casa atreladas, os documentos mais importantes. Documentos esses: O B.I., a Carta de Condução e o cartão multibanco. Juntamente com isto estava uns míseros trocos para andar num carrocel.
A ocorrência foi a seguinte: O Daniel, ser extremamente inteligente, entra no carro da irmãzinha linda para o lugar do pendura e mete a dita carteira ao colo. Até aqui tudo bem, mas depois tive de mudar para trás para uma amiga da minha irmã ir à frente. Aqui é que caldo ficou entornado!
Chegado ao recinto da feira, vamos cada um para o seu lado, a irmã para o concerto, o Daniel vai fazer o circuito da barraquinha dos monhés! Até que meto ao bolso e.... AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! *DANIEL A GRITAR QUE NEM UM LOUCO PELA CARTEIRA ENQUANTO A ARRANCA OS CABELOS (que não é nada pequeno) E A GRITAR QUE NEM UM LOUCO PELA CARTEIRA E CHORA DESALMADAMENTE* (Mentira!) Eu nestes casos sou muito impávido e sereno, porque sei que não passa de um susto, (salvo raras excepções... aquelas que sei que não são sustos). Fiz o trajecto de volta até ao carro de olhos postos no chão, apontei a lanterna do telemóvel para as janelas do carro,  e nada de carteira. Fui-me embora e fui à bomba de gasolina, onde eu saí do lugar do pendura... NADA! O pânico começa a instalar-se, comecei a fazer contas do dinheiro que ia gastar em renovar tudo, o sermão que os meus pais me iam dar, não que já não tivesse começado a ouvir boquinhas da parte da Maria, enfim uma tortura daquelas bem grandes.
Quando chego a casa recebo uma chamada, era a irmã, O MEDO, O HORROR, O PÂNICO...
'-DIZ-ME POR FAVOR QUE ENCONTRAS-TE SE NÃO A TUA MÃE DÁ-ME 200 FACADAS NO ABDÓMEN...
-Siiiim, Estava no carro junto ao travão de mão...'
Que alívio.... Uma tonelada saiu de cima das minhas costas!
Afinal de contas... Não passou de um susto.

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